domingo, fevereiro 23
Especial Devo - Bob 2 [23/FEV/2014]
Na última edição, o 86-77-86 prestou tributo a Bob Casale (aka Bob 2) e aos seus Devo.
Membro fundador desta incontornável banda, partiu no passado dia 18 de Fevereiro aos 61 anos.
Fica aqui a homenagem do programa a uma das figuras mais marcantes de toda a cena New Wave e Synth Pop de finais de 70 e década de 80.
Playlist:
Devo - Mongoloid [Q: Are We Not Men? A: Are We Devo!, 1978]
Devo - (I Can't Get No) Satisfaction [Q: Are We Not Men? A: Are We Devo!, 1978]
Devo - Secret Agent Man [Duty Now For The Future, 1978]
Devo - Strange Pursuits [Duty Now For The Future, 1978]
Devo - Whip It [Freedom of Choice, 1980]
Devo - Cold War [Freedom of Choice, 1980]
Devo - Pity You [New Traditionalists, 1981]
Devo - Peek-a-Boo! [Oh, No! It's DEVO, 1982]
Devo - Jurisdiction of Love [Shout, 1984]
Devo - Disco Dancer [Total Devo, 1988]
domingo, fevereiro 9
Especial Punk Britânico [09/FEV/2014]
O 86-77-86 viajou até aos primeiros dias do Punk britânico. O mítico ano de 1977, os Sex Pistols e a transformação do Pub Rock revisitados ao longo da última edição do programa.
Aqui fica o podcast e a playlist.
Playlist:
Sex Pistols - Problems [Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols, 1977]
The Adverts - One Chord Wonders [Crossing The Red Sea With The Adversts, 1978]
101ers - Steam Guage '99 [Gravada em 1976 in Five Star Rock'n'Roll (Comp.), 1993]
Eddie & The Hot Rods - He Does It With Mirrors [Thriller, 1979]
999 - Crazy [999, 1978]
The Damned - New Rose [Damned Damned Damned, 1977]
Ruts - Babylon's Burning [The Crack, 1979]
Stiff Little Fingers - Barber Wire Love [Inflammable Material, 1979]
Generation X - One Hundred Punks [Generation X, 1978]
Adam and The Ants - Zerox [Dirk Wears White Sox, 1979]
The Jam - I've Changed My Address [In The City, 1977]
Buzzcocks - Fiction Romance [Another Music in a Differnte Kitchen, 1978]
terça-feira, fevereiro 4
Edição de 02/JAN/2014
Na última edição, a equipa do 86-77-86 esteve toda reunida para falar de alguns álbuns marcantes da década de 80.
Aqui fica o podcast e playlist.
Playlist:
Hora Local - La Chica de Chernobyl [Orden Público, 1991]
Pet Shop Boys - Domino Dancing [Introspective, 1988]
The Cure - The Drowning Man [Faith, 1981]
Flock of Seagulls - Modern Love is Automatic [Flock of Seagulls, 1982]
New Order - Bizarre Love Triangle [Brotherhood, 1986]
Felt - Vasco da Gama [The Strange Idols Pattern and Other Short Stories, 1984]
domingo, janeiro 26
New Wave Porto - Lisboa - Madrid [26/JAN/2014]
Na última edição, o 87-77-86 viajou até ao Porto, Lisboa e Madrid para falar um pouco do que nessas paragens se fez durante a década de 80.
Para revisitar através do podcast e playlist.
Playlist:
Pop dell'Arte - Querelle [Querelle (Sing.), 1987]
Mler ife Dada - Desastre de Automóvel em Verão de Escadas [Coisas Que Fascinam, 1987]
Mler ife Dada - Música do Homem Que Anda (Walkman Music) [Espírito Invisível, 1989]
António Variações - Dar & Receber [Dar & Receber, 1984]
Tino Casal - Etiqueta Negra [Etiqueta Negra, 1983]
La Mode - Aquella Canción de Roxy [El Eterno Feminino, 1982]
La Unión - Mil Siluetas [Mil Siluetas, 1984]
Ban - Excesso, Aqui [Música Concreta, 1989]
GNR - Choque Frontal [Psicopátria, 1986]
THC - Leve Impulso [Música Moderna Portuguesa - 2.º Volume (Comp), 1985]
segunda-feira, dezembro 16
Especial Daydream Nation - 25 Anos [15/DEZ/2013]
Ninguém apaga a vela.
Eramos incapazes de deixar fugir o ano sem celebrar 25 aniversários de um dos álbuns mais centrais da história do rock independente.
De uma actualidade desconcertante, Daydream Nation continua a ser um dos nossos livros de cabeceira, um indispensável diccionário de boas práticas, qual bálsamo de bom gosto.
Playlist:
Sonic Youth - Teen Age Riot [Daydream Nation, 1988]
Sonic Youth - Silver Rocket [Daydream Nation, 1988]
Sonic Youth - Providence [Daydream Nation, 1988]
Sonic Youth - Candle [Daydream Nation, 1988]
Sonic Youth - 'Cross The Breeze [Daydream Nation, 1988]
Sonic Youth - The Sprawl [Daydream Nation, 1988]
quarta-feira, dezembro 11
domingo, dezembro 1
Especial Modern English [01/DEZ/2013]
O 86-77-86 revisitou a passagem dos Modern English pela lendária 4AD.
Da transformação dos sons negros até à Synthpop, Mesh & Lace, After the Snow e Ricochet Days são, também, o nascimento e crescimento da 4AD ao longo da primeira metade da década de 80.
Para rever em podcast e playlist.
Playlist:
Modern English - Home [Presages (comp), 1980]
Modern English - Gathering Dust [Gathering Dust 7", 1980]
Modern English - Move in Light [Mesh & Lace, 1981]
Modern English - Just a Thought [Mesh & Lace, 1981]
Modern English - Someone's Calling [After The Snow, 1982]
Modern English - I Melt With You [After The Snow, 1982]
Modern English - Life In The Gladhouse [After The Snow, 1982]
Modern English - Rainbow End [Ricochet Days, 1984]
Modern English - Hands Across The Sea [Ricochet Days, 1984]
domingo, novembro 24
Especial 1988 - 25 Anos [24/NOV/2013]
Nesta última edição, o 86-77-86 revisitou alguns dos discos que neste ano de 2013 comemoram o seu 25.º aniversário.
Uma viagem até 1988 para rever através do podcast e playlist.
Playlist:
Pet Shop Boys - I'm Not Scared [Introspective, 1988]
Happy Mondays - Mad Cyril [Bummed, 1988]
Ban - Num Filme Sempre Pop [Surrealizar, 1988]
Mão Morta - Até Cair [Mão Morta, 1988]
Caifanes - La Bestia Humana [Caifanes, 1988]
Hugo Largo - Grow Wild [Drum, 1988]
Cocteau Twins - Blue Bell Knoll [Blue Bell Knoll, 1988]
Pixies - Bone Machine [Surfer Rosa, 1988]
My Bloody Valentine - (When You Wake) You're Still In A Dream [Isn't Anything, 1988]
domingo, novembro 17
Especial C86 - The Birth of Indie Pop [17/NOV/2013]
Nesta edição, o 86-77-86 revisitou uma cassete que mudou o mundo da Pop e moldou a música independente dos dois lados do Atlântico.
C86, editada em 1986 pela revista britânica NME, continua a ser, para muitos, o nascimento da Indie Pop e um dos actos mais verdadeiros de sempre. A simplicidade e honestidade musical em 22 faixas.
Para rever em podcast e playlist.
Playlist:
C86 - Compilação (NME), 1986
Primal Scream - Velocity Girl
The Mighty Lemon Drops - Happy Head
The Bodines - Therese
The Mackanzies - Big Jim (There's no Pubs in Heaven)
McCarthy - Celestial City
The Shop Assistants - It's Up To You
Stump - Buffalo
Close Lobsters - Firestation Towers
Age of Chance - From Now On, This Will Be Your God
The Wedding Present - This Boy Can Wait
Mighty Mighty - Law
segunda-feira, novembro 4
Especial Lou Reed [03/NOV/2013]
Lou Reed partiu e ficou.
Deixa-nos a obra e quase todas as bandas que nos orgulhamos de gostar.
Numa singela homenagem, o 86-77-86 esgravatou algumas das revisitações à sua discografia por parte de quem nunca escondeu em que escola é que estudou.
Uma paixão assolapada de nomes tão redondos como os Japan, Echo & The Bunnymen, Joy Division, OMD, Feelies, REM, Tom Tom Club, Spacemen 3 ou Galaxie 500, todos eles a acarinhar uma das personalidades mais relevantes da cultura popular do pós-guerra.
Para rever e ouvir, a playlist e o podcast.
Playlist:
OMD - Waiting for the Man [Messages 10”, 1980]*
Tom Tom Club - Femme Fatale [Boom Boom Chi Boom Boom, 1988]*
Blitz - Vicious [Voice of a Generation, 1982]*****
Runaways - Rock & Roll [Runaways, 1976]****
REM - There She Goes Again [Radio Free Europe 7”, 1983]*
REM - Pale Blue Eyes [S. Central Rain 12", 1984]***
Echo & The Bunnymen - Run Run Run [Live at OGWT, 1985 (in Crystal Days, 2001)]*
Joy Division - Sister Ray [Live at Birmingham University, 1980 (in Still RE, 1994)]**
Spacemen 3 - Ode to Street Hassle [The Perfect Prescription, 1987]******
The Feelies - What Goes On [Only Life, 1988]***
Japan - All Tomorrow’s Parties [Quiet Life, 1979]*
Galaxie 500 - Here She Comes Now [4th of July (Sing), 1989]**
Originais em:
* The Velvet Underground - Velvet Underground & Nico, 1967
** The Velvet Underground - White Light/Withe Heat, 1968
*** The Velvet Underground - The Velvet Underground, 1969
**** The Velvet Underground - Loaded, 1970
***** Lou Reed - Transformer, 1972
****** Lou Reed - Street Hassle, 1978
Echo & The Bunnymen - Run Run Run [Live at OGWT, 1985 (in Crystal Days, 2001)]*
Joy Division - Sister Ray [Live at Birmingham University, 1980 (in Still RE, 1994)]**
Spacemen 3 - Ode to Street Hassle [The Perfect Prescription, 1987]******
The Feelies - What Goes On [Only Life, 1988]***
Japan - All Tomorrow’s Parties [Quiet Life, 1979]*
Galaxie 500 - Here She Comes Now [4th of July (Sing), 1989]**
Originais em:
* The Velvet Underground - Velvet Underground & Nico, 1967
** The Velvet Underground - White Light/Withe Heat, 1968
*** The Velvet Underground - The Velvet Underground, 1969
**** The Velvet Underground - Loaded, 1970
***** Lou Reed - Transformer, 1972
****** Lou Reed - Street Hassle, 1978
domingo, outubro 27
Especial Pop Minimalista [27/OUT/2013]
Entre alguns problemas técnicos, o 86-77-86 desta edição revisitou um pouco da Pop minimalista do início da década de 80, dos EUA ao Japão, com especial destaque para os Young Marble Giants e bandas que dela surgiram.
Para rever em podcast e playlist.
Young Marble Giants - N.I.T.A. [Colossal Youth, 1980]
The Gist - Love at First Sight [Embrace the Herd, 1982]
(pausa por problemas técnicos)
Weekend - Nostalgia [Demo Tape, 1981]
Antena - Camino del Sol [Camino del Sol 12", 1982]
OH-OK - Lilting [Wow! 7", 1982]
OH-OK - Brother [Wow! 7", 1982]
OH-OK - Playtime [Wow! 7", 1982]
OH-OK - Guru [Furthermore What, 12", 1983]
Beat Happening - Our Secret [Beat Happening, 1985]
Shonen Knife - Parrot Polynesia [Yama-no Attchan, 1984]
Para rever em podcast e playlist.
Young Marble Giants - N.I.T.A. [Colossal Youth, 1980]
The Gist - Love at First Sight [Embrace the Herd, 1982]
(pausa por problemas técnicos)
Weekend - Nostalgia [Demo Tape, 1981]
Antena - Camino del Sol [Camino del Sol 12", 1982]
OH-OK - Lilting [Wow! 7", 1982]
OH-OK - Brother [Wow! 7", 1982]
OH-OK - Playtime [Wow! 7", 1982]
OH-OK - Guru [Furthermore What, 12", 1983]
Beat Happening - Our Secret [Beat Happening, 1985]
Shonen Knife - Parrot Polynesia [Yama-no Attchan, 1984]
domingo, outubro 13
Edição de 13/OUT/2013
Caros amigos, o 86-77-86 está de regresso à Rádio Universidade de Coimbra. Agora, todos os Domingos às 17h.
Nesta primeira edição desta nova fase, relembramos edições anteriores e escutamos, ainda, algumas das bandas que serão tema dos próximos programas.
Para quem não ouviu, aqui fica o podcast e playlist.
Playlist:
Party Day - Glorious Days [Simplicity, 1986]
Modern English - 16 Days [Mesh & Lace, 1981]
The Psychedelic Furs - India [The Psychedelic Furs, 1980]
Moskwa TV - Generator 7/8 [Dynamics & Discipline, 1985]
Gary Numan - Metal [The Pleasure Principle, 1979]
GNR - Piloto Automático [Defeitos Especiais, 1984]
Devo - Snowball [Freedom of Choice, 1980]
Young Marble Giants - Searching For Mr. Right [Colossal Youth, 1980]
The Go-Betweens - In The Core of a Flame [Liberty Belle & The Black Diamond Express, 1986]
Sonic Youth - The Sprawl [Daydream Nation, 1988]
quinta-feira, julho 26
Crónica concerto The Cure [Alive, 14/JUL/2012]
O 86-77-86 esteve no concerto dos Cure no Alive. João Sardo conta-ns como foi.

Olhando de esguelha para as gordas do Alive, poderíamos assumir que um qualquer meeting internacional geriátrico iria ter lugar beira Tejo.
Convenhamos, poucos de nós iriam dar vinte mil reis para ouvir falar das estratégias mais acertadas para contornar a falência psico-motora de uma população cada vez mais envelhecida.
Por isso mesmo é que é preciso olhar para as coisas com olhos de ver.
Se é verdade que na noite “de ontem” houve Stone Roses, Refused, Dead in Vegas, no dia “de amanhã” Mazzy Star e “hoje”, The Cure, Morcheeba ou Tricky, é injusto cairmos na tentação de os proscrever sem contemplação, dada a excelência de muitas destas prestações.
Se é verdade que na noite “de ontem” houve Stone Roses, Refused, Dead in Vegas, no dia “de amanhã” Mazzy Star e “hoje”, The Cure, Morcheeba ou Tricky, é injusto cairmos na tentação de os proscrever sem contemplação, dada a excelência de muitas destas prestações.
É que, no meio deste frenesim de acesso quase instantâneo à (boa) música, andamos demasiadamente balanceados para o futuro esgravatando sofregamente aquilo que ainda ninguém ouviu. De facto, soube muito bem ter dado descanso ao cérebro, deixando de parte, por um fim-de-semana, aquela pasta do laptop que se faz conhecer por “a ouvir!”.
Sem me importar que o leitor mais modernaço me apelide de saudosista, foi bom poder voltar a aquecer o coração entre as melodias que, horas a fio e durante largos anos, me ajudaram a crescer.
Se é verdade que algumas destas bandas já, há muito, expiraram seu prazo de validade, houve aqui a agradável coincidência de a maioria daqueles concertos terem sido francamente bons. É claro que não trouxeram nada de novo mas isso não tem que ser sempre um imperativo.
Sem me importar que o leitor mais modernaço me apelide de saudosista, foi bom poder voltar a aquecer o coração entre as melodias que, horas a fio e durante largos anos, me ajudaram a crescer.
Se é verdade que algumas destas bandas já, há muito, expiraram seu prazo de validade, houve aqui a agradável coincidência de a maioria daqueles concertos terem sido francamente bons. É claro que não trouxeram nada de novo mas isso não tem que ser sempre um imperativo.
Em resumo, este Alive foi feliz porque os velhotes se portaram bem.
Este Alive foi bom porque os restantes miúdos dão conta do recado.
Vamos a factos.
Este Alive foi bom porque os restantes miúdos dão conta do recado.
Vamos a factos.
Sobre este festival há que sublinhar que lá chegaram a estar 60 000 pessoas. Ainda dizem que não há dinheiro…Isso e a confirmação, uma vez mais, que não ir aos festivais é perder a carruagem da jovialidade, deixar para trás as novas tendências, nesta ideia massificada de que tudo ali só pode ser motivo do mais alternativo dos interesses. Sinais dos tempos.
Sobre este segundo dia, não podemos deixar de referir a qualidade do som, em particular, do palco Heineken. Não me recordo de um certame open air deste calibre em que tantas bandas se ouvissem tão bem.
Ainda com bastante luz natural e com muito pouca gente para contar-nos como foi, chegaram-nos os nova-iorquinos Here We go Magic, nesta que foi a sua terceira visita a Portugal.
Os HWGM são um dos últimos (e mais recentes) redutos daquele caldeirão pop(rock) onde muitos, tropeçando na folk, vão beber o psicadelismo e, das sobras, rapam alguma da música mais groovalhoca do continente africano (paixão assumida, aliás, pelo vocalista e principal compositor Luke Temple).
Ficou-nos o agri-doce de quem decidiu prestar mais atenção ao seu mais fraquinho e recente “Different Ship” (pese embora a poderosa produção do valioso Nigel Goldrich), negligenciando os seus anteriores capítulos: o álbum homónimo e “Pigeons”, por esta ordem cronológica.
Os HWGM são um dos últimos (e mais recentes) redutos daquele caldeirão pop(rock) onde muitos, tropeçando na folk, vão beber o psicadelismo e, das sobras, rapam alguma da música mais groovalhoca do continente africano (paixão assumida, aliás, pelo vocalista e principal compositor Luke Temple).
Ficou-nos o agri-doce de quem decidiu prestar mais atenção ao seu mais fraquinho e recente “Different Ship” (pese embora a poderosa produção do valioso Nigel Goldrich), negligenciando os seus anteriores capítulos: o álbum homónimo e “Pigeons”, por esta ordem cronológica.
Antes disso, em Inglês de Portugal, We Trust inauguravam o palco principal, mostrando que não é à toa que dominam o airplay de algumas das rádios (menos) comerciais do país. O público conhece-os e compareceu aos pares, de dedos entrelaçados.
De volta ao palco Heineken, um pouco a despropósito relativamente ao restante alinhamento do dia, exibiram-se os Awolnation. Nestas coisas de festivais costuma haver espaço para todos. Diz que anda aí um anúncio e tal, se é que me percebem…
Povo numeroso, militante na sua adolescência, unido para gritar com a aflitiva facilidade com que se escreve “rock alternativo”, o seu “Megalithic Symphony”.
Povo numeroso, militante na sua adolescência, unido para gritar com a aflitiva facilidade com que se escreve “rock alternativo”, o seu “Megalithic Symphony”.
Mais uma inflexão ao outro lado do recinto para dar nota de parte do alinhamento mais desinteressante e pacífico de todo o festival. Falo da passagem de testemunho entre Noah and the Whale e os Mumford & Sons. Prestações tépidas em dois momentos verdadeiramente festivaleiros em jeito de visita àquela folk orelhuda que vive da luta pela sobrevivência ao esquecimento.
Entretanto, no palco secundário, os The Antlers voltaram a Portugal depois do concerto no Lux no final do ano passado. O último disco não tem a melancolia prodigiosa de Hospice e abusam em palco de alguns falsetes vocais e teclados menos interessantes, mas, ainda assim, são bastante mais entusiasmantes ao vivo do que mostraram nesta passagem pelo Alive. Há momentos com mais distorção, com algum toque de post-rock, em que a performance resulta bem, mas fica-se com a sensação que a banda americana precisa de um espaço mais pequeno e recatado para que a música seja apreciada devidamente. Ouça-se o lindíssimo “Hounds”, estragado pelo incomodativo burburinho de fundo, e está tudo dito.
Um dos grandes momentos da noite foi da responsabilidade de Tricky kid, um velho conhecido de Bristol, muito por culpa das expectativas criadas quando se soube que iria trazer na bagagem a íntegra de uma das suas obras maiores. Falo do inestimável “Maxinquaye”. Não foi isso que aconteceu. Também por ali não vimos uma das mais interessantes vozes da actualidade e sua companheira de palco e de estúdios, Martina Topley-Bird.
Terá sido este um dos concertos mais concorridos e menos consensuais do festival, aliás, como seria expectável. É bom não esquecer que a discografia do, à época, menino que ajudou a construir nos Massive Attack uma das obras primas do final do milénio passado (“Blue Lines”), é tudo menos consensual. No fundo, o espelho dele próprio. Bizarro de silhueta e de personalidade, tantas vezes intenso.
De tronco nú, à imagem do seu sonoro despido e sincopado, numa espécie de rock ligado à máquina, acabou o concerto na horizontal, por entre o mar de braços das primeiras filas. Uma versão da “Ace of Spades” em jeito de homenagem ao tio Lemmy. Fico-me por aqui.
De tronco nú, à imagem do seu sonoro despido e sincopado, numa espécie de rock ligado à máquina, acabou o concerto na horizontal, por entre o mar de braços das primeiras filas. Uma versão da “Ace of Spades” em jeito de homenagem ao tio Lemmy. Fico-me por aqui.
Os dois nomes que encerraram o palco principal têm em comum muito mais do que se possa pensar: o país de origem e o facto de terem vendido muito mais álbuns do que estariam à espera quando começaram a tocar.
Se, no final da década de 90, nos dissessem que Morcheeba e Tricky iriam tocar no mesmo dia, saberíamos imediatamente que não havia ali nenhuma coincidência. Já em 2012, passados tantos anos, percebemos que não é bem assim.
Será injusto olharmos para os Morcheeba apenas à luz do que se passou depois de 1998, porque há dois capítulos que urge sempre recordar: “Who Can We Trust” (1996) e “Big Calm” (1998), dois dos grandes trabalhos do, à altura, por catalogar, trip-hop. Desmintam-me se tiverem coragem.
Feito este lembrete, convém repetir aquilo que muitos se fartaram de ouvir: os londrinos estavam ali repescados, em substituição de Florence and the Machine e, mostrando ter o trabalho de casa bem feito, até interpretaram um dos primeiros temas cantados por Florence “You’ve Got The Love”.
Sky Edwards sempre teve uma voz irrepreensível mas fica-se por aí. Guardamos, apesar de tudo, momentos de relativo prazer em algumas das viagens ao groove de “Big Calm”. Rapidamente nos esquecemos delas quando nos apercebemos que o concerto finda com “Rome Wasn’t Built In a Day” para gáudio, diga-se, de meia linha de Cascais.
Será injusto olharmos para os Morcheeba apenas à luz do que se passou depois de 1998, porque há dois capítulos que urge sempre recordar: “Who Can We Trust” (1996) e “Big Calm” (1998), dois dos grandes trabalhos do, à altura, por catalogar, trip-hop. Desmintam-me se tiverem coragem.
Feito este lembrete, convém repetir aquilo que muitos se fartaram de ouvir: os londrinos estavam ali repescados, em substituição de Florence and the Machine e, mostrando ter o trabalho de casa bem feito, até interpretaram um dos primeiros temas cantados por Florence “You’ve Got The Love”.
Sky Edwards sempre teve uma voz irrepreensível mas fica-se por aí. Guardamos, apesar de tudo, momentos de relativo prazer em algumas das viagens ao groove de “Big Calm”. Rapidamente nos esquecemos delas quando nos apercebemos que o concerto finda com “Rome Wasn’t Built In a Day” para gáudio, diga-se, de meia linha de Cascais.
Os Cure.
O Robert Smith está gordo há demasiado tempo. Para além disso, intriga o mais comum dos mortais, quando se pensa na vitalidade capilar de alguém que, anos a fio, foi esgotando stock´s de laca por onde quer que passasse.
É um dos grandes casos musicais a quem deviam ter aconselhado assinar contrato a termo certo.
1976-1992 e sairiam em grande, eventualmente mais atléticos, motivados que estariam pelas suas maratonas individuais.
Assim não quiseram e, estafados, vão dando concertos de três horas. Tudo somado, em Algés, 36 canções e 3encores.
É um dos grandes casos musicais a quem deviam ter aconselhado assinar contrato a termo certo.
1976-1992 e sairiam em grande, eventualmente mais atléticos, motivados que estariam pelas suas maratonas individuais.
Assim não quiseram e, estafados, vão dando concertos de três horas. Tudo somado, em Algés, 36 canções e 3encores.
São, por outro lado, enormes. Por grande parte sua carreira e pela quantidade de fãs que ainda (se) emocionam. Eu não escapo à regra. Quando a cabeça não tem juízo, o coração é que paga.
Ao vivo, são sempre bem melhores do que aquilo que (não) fizeram em estúdio depois de 1992.
Primeiro, porque nos arrebatam com temas como “Pictures of You”, “Play for Today”, “A Forest”, “Primary”, ou “10:15 Saturday Night”.
Segundo, porque têm Simon Gallup, com tudo o que isso implica. É do baixo que continua a vir muito do poder das suas prestações, continuando a ser ele um dos senhores que lidera a lista dos intocáveis. Ah, e já agora, Robert Smith nunca soube cantar mal.
Primeiro, porque nos arrebatam com temas como “Pictures of You”, “Play for Today”, “A Forest”, “Primary”, ou “10:15 Saturday Night”.
Segundo, porque têm Simon Gallup, com tudo o que isso implica. É do baixo que continua a vir muito do poder das suas prestações, continuando a ser ele um dos senhores que lidera a lista dos intocáveis. Ah, e já agora, Robert Smith nunca soube cantar mal.
De tudo o resto que ali não interessou não me apetece escrever. Até porque, das quatro vezes que os procurei ao vivo, fui sempre para casa a perguntar porque me tenho esquecido tantas vezes deles.
A noite acabou quando já era cedo, com o arraial James Murphy.
E todos sabemos que, ao pé dele, é preciso ter sempre mais forças.
E todos sabemos que, ao pé dele, é preciso ter sempre mais forças.
segunda-feira, julho 16
Especial Kraftwerk 77-83 [15/JUL/2012]
Playlist:
Kraftwerk - Trans-Europe Express [Trans-Europa Express, 1977]
Kraftwerk - Neonlicht [Die Mensch Maschine, 1978]
FIGURE THIS
Crónica #6 sobre Florian/Ralf (Kraftwerk) [por João Fernandes, formando no 86-77-86]
Crónica #6 sobre Florian/Ralf (Kraftwerk) [por João Fernandes, formando no 86-77-86]
Love Tractor - Neon Lights ['Til The Cows Come Home, 1984]
Big Black - The Model [Songs About Fucking, 1987]
Siouxsie and The Banshees - Hall of Mirrors [Through the Looking Glass, 1987]
Kraftwerk - Computerliebe [Computerwelt, 1981]
Kraftwerk - Tour de France [Tour de France 12", 1983]
sábado, julho 7
Especial 1982, 30 Anos Depois [01/JUL/2012]
Na última edição, o 86-77-86 revisitou 1982 para falar de álbuns que este ano cumprem o seu 30.º aniversário.
Playlist:
GNR - Agente Único [Independança, 1982]
Manuela Moura Guedes - A Hora do Lobo [Alibi, 1982]
Cocteau Twins - Blind Dumb Deaf [Garlands, 1982]
The Cure - Cold [Pornography, 1982]
FIGURE THIS
Crónica #5 sobre Martin Gore [por João Fernandes, formando no 86-77-86]
Crónica #5 sobre Martin Gore [por João Fernandes, formando no 86-77-86]
Depeche Mode - A Question of Time [Black Celebration, 1986]
Depeche Mode - Don't Let Me Down Again [Music For The Masses, 1987]
Depeche Mode - Behind The Wheel [Music For The Masses, 1987]
A Flock of Seagulls - Man Made [A Flock of Seagulls, 1982]
Ultravox - Reap The Wild Wind [Quartet, 1982]
Psychedelic Furs - President Gas [Forever Now, 1982]
Madness - Our House [The Rise & Fall, 1982]
Especial New Wave Lisboa [24/JUN/2012]
A New Wave em Lisboa na década de 1980.
Playlist:
Croix Sainte - We Build Cities [Divergências (comp), 1986]
Projecto Azul - Is It Hope? [Música Moderna Portuguesa 2.º Volume (comp), 1986]
FIGURE THIS
Crónica #4 sobre João Peste [por João Fernandes, formando no 86-77-86]
Crónica #4 sobre João Peste [por João Fernandes, formando no 86-77-86]
Pop Dell'Arte - Querelle [Querelle 12", 1986]
Mler Ife Dada - L'Amour Va Bien, Merci [Divergências (comp), 1986]
Linha Geral - Porque os Outros [Linha Geral, 1988]
Street Kids - Propaganda [Trauma, 1982]
Der Stil - Flores do Vício [Música Moderna Portuguesa 2.º Volume (comp), 1986]
quarta-feira, junho 20
Especial Japan [17/JUN/2012]
Mais do que sublinhar a importância de uma das bandas mais ecléticas e fundamentais da New Wave, urge avivar uma obra que vai bem para lá do carisma de David Sylvian.
Por outro lado, um programa póstumo, em jeito de homenagem ao génio do malogrado Mick Karn que nos deixou há bem pouco tempo.
Playlist:
Japan - Adolescent Sex [Adolescent Sex, 1978]
Japan - Love is Infectious [Obscure Alternatives, 1978]
Japan - Fall In Love With Me [Quiet Life, 1979]
FIGURE THIS
Crónica #3 sobre Mick Karn [por João Fernandes, formando no 86-77-86]
Gary Numan - Slow Car to China [Dance, 1981]
Crónica #3 sobre Mick Karn [por João Fernandes, formando no 86-77-86]
Gary Numan - Slow Car to China [Dance, 1981]
Dalis Car - Dalis Car [The Waking Hour, 1984]
Mick Karn -Tribal Dawn [Titles, 1982]
Japan - Taking Islands In Africa [Gentlemen Take Polaroids, 1980]
domingo, junho 10
Especial Talk Talk - Spirit of Eden [10/JUN/2012]
Na última edição, o 86-77-86 revisitou um dos discos mais importantes do final da década de 80: Spirit of Eden, dos Talk Talk.
Disco edificador do Pós-Rock e desconstrutor das melodia mais saturadas da New Wave, marca uma ruptura com toda a década de 80, abrindo caminhos para as novas interpretações da guitarra durante os anos 90.
Houve ainda a crónica de João Fernandes - Figure This - onde nos falou da história da banda e de Mark Hollis até ao disco em destaque, da cena Neo-Romântica até ao Rock experimental.
Playlist:
FIGURE THIS
Crónica #2 sobre Mark Hollis (Talk Talk) [João Fernandes, formando no 86-77-86]
Talk Talk - Talk Talk [The Party's Over, 1982]
Talk Talk - It's My Life [It's My Life, 1984]
Talk Talk - Life's What You Make It [The Colour of Spring, 1986]
Talk Talk - The Rainbow [Spirit of Eden, 1988]
Talk Talk - Eden [Spirit of Eden, 1988]
Talk Talk - I Believe In You [Spirit of Eden, 1988]
Talk Talk - Inheritance [Spirit of Eden, 1988]
Talk Talk - Desire [Spirit of Eden, 1988]
domingo, junho 3
Especial Factory Records [03/JUN/2012]
1.ª Hora
2.ª Hora
Na última edição, o 86-77-86 juntou-se ao Label This para um especial sobre a Factory Records.
Dos sons de Manchester no Pós-Punk às pistas de dança no final dos 80's, o sonho de Tony Wilson ou a história da década de 1980 revisitada em duas horas.
Playlist:
1.ª Hora
Cabaret Voltaire - Baader Meinhof [A Factory Sample 2x7", 1979]
Joy Division - Disorder [Unknown Pleasures, 1979]
The Durutti Column - Lips That Would Kiss [Lips That Would Kiss 7", 1980]
FIGURE THIS
Crónica #1 sobre Peter Saville [por João Fernandes, formando no 86-77-86]
Blurt - Some Come [A Factory Quartet (comp), 1980]
Joy Division - She's Lost Control [Unknown Pleasures,1979]
New Order - Ceremony [Ceremony 12", 1981]
Blurt - Puppeteer [A Factory Quartet (comp), 1980]
A Certain Ratio - Mickey Way [Force, 1986]
2.ª Hora
Orchestral Manoeuvres In The Dark - Electricity [Electricity 7", 1979]
James - What's The World [Jimone EP, 1983]
Section 25 - Looking From A Hilltop [From The Hip, 1984]
New Order - Age Of Consent [Power, Corruption & Lies, 1983]
Happy Mondays - Kinky Afro [Pills 'n' Thrills and Bellyaches, 1990]
Electronic - Getting Away With It [Electronic, 1991]
Royal Family & The Poor - Art On 45 [Fac. Dance: Factory Records 12" Mixes & Rarities 1980-1987 (Comp), 2011]
segunda-feira, maio 28
Especial Sétima Legião [27/MAI/2012]
A portugalidade de um tempo ausente. A viagem Atlântica. A Sétima Legião na volta da maré.
Para relembrar no podcast/playlist da última edição do 86-77-86.
Sétima Legião - Mar D'Outubro [A Um Deus Desconhecido, 1984]
Sétima Legião - Glória [Glória/Partida 7", 1983]
Sétima Legião - O Canto e O Gelo [A Um Deus Desconhecido, 1984]
Sétima Legião - Com o Vento [A Um Deus Desconhecido, 1984]
Sétima Legião - Sete Mares [Mar D'Outubro, 1987]
Sétima Legião - Saudades [Mar D'Outubro, 1987]
Sétima Legião - A Reconquista [Mar D'Outubro, 1987]
Sétima Legião - Por Quem Não Esqueci [De Um Tempo Ausente, 1989]
Subscrever:
Mensagens (Atom)







.jpg)










